Heródoto, IV, 196 – Reinaldo Santos Neves

 

Lançamento do livro Reinaldo Santos NevesO escritor Jorge Luis Borges imaginou sua biblioteca ideal no conto A Biblioteca de Babel, um local infinito onde a realidade e a ficção se confundiam. Inspirado nos contos do argentino, Reinaldo Santos Neves também criou sua “biblioteca de preferências”. Em seu novo livro, Heródoto, IV, 196, Reinaldo cita autores e livros cuja leitura o ajudou a se tornar escritor e que contribuíram em suas obras.

Assim como Kitty aos 22 (2006), Heródoto, IV, 196 nasceu a partir de um sonho. Diferente do primeiro, que o escritor sonhou apenas com a cena que deu início ao romance, desta vez o sonho lhe deu toda a trama do primeiro conto, Mistério na montanha. “Essa história tem como um dos temas o conflito entre as dimensões sonho e vigília e ficção e realidade. Depois dele, fiquei obcecado pelo tema da vida literária”, conta Reinaldo.

O escritor também declara que se não tivesse tido o sonho ou o esquecido ao acordar, nenhum dos 20 contos teriam sido escrito. Em Heródoto, apenas nove dessas 20 histórias serão publicadas, os outros estão separados para uma próxima publicação. Na época em que começou a escrever o livro, Reinaldo lia a obra completa do escritor argentino Jorge Luis Borges e, por isso, muitos seguem a linha narrativa comum aos textos do autor argentino.

“Se devo ao sonho a ‘dica’ que me levou à temática da vida literária, a Borges devo sobretudo os conceitos que servem de base a muitos dos contos”, diz Reinaldo. Ele cita o conto Viagem de Jangada Numa Poça D’água, como um dos contos que se fundamenta em parte sobre um dos conceitos mais conhecidos de Borges, o de que ‘o artista cria seus precursores’.

Entretanto, as referências citadas no livro vão muito além do autor de Aleph (1949). O escritor diz que há contos sobre poetas, musas, crítica literária, histórias em quadrinhos, ou então contos que nascem de textos literários e dialogam com eles. Heródoto, IV, 196 é um compilado de histórias que homenageiam autores que foram importantes na trajetória do escritor, “são autores que me são muito caros e que não só me proporcionaram o prazer do texto, mas também o prazer de escrever textos que dialogam com os deles”, explica.

O título do livro, que também nomeia um dos contos, é uma referência literária; 196 é o número do parágrafo do quarto livro da narrativa contínua de Histórias, obra do historiador grego Heródoto, conhecido pela alcunha de ‘o pai da história’. Um livro que tem como tema principal a própria literatura não poderia ter outro nome .

5 Comentários

  1. 18 de dezembro de 2014 em 17:58 · Resposta

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